20080712

silêncio maciço (três haiku)



o que vale a pena é efémero e único
daqui a cem anos
/ quem saberá deste momento?


Carlos César Pacheco, 1 de Dezembro de 2006, 20h43





na base da colina vive um velho à sombra dos álamos
não trabalha nem descansa
/ sorri


Carlos César Pacheco, 1 de Dezembro de 2006, 21h17





a paixão é um raio de sol no amanhecer
/ o amor é o próprio sol


Carlos César Pacheco, 13 de Julho de 2007, 9h08

6 comentários:

M.Isabel disse...

E algum de nós imaginava este momento?
Este é o momento porque só o misterioso me surpreende.
Abraço

Mario Rodrigues disse...

Paixão é o fogo infernal numa floresta de pinheiros. O Amor é a lareira da nossa casa. Mesmo apagada, continua a dar o seu calorzinho.
Obrigado pelo e_mail.
Nao sei como me descobriu, mas poderá visitar-me em

estreladosul.blogs.sapo.pt
toquedeestrela.blogspot.com

Uma linda semana

Abraço amigo

Mario Rodrigues

Emanuel Azevedo disse...

Sábias palavras... um abraço

Mel de Carvalho disse...

Obrigado por me mostrar o caminho desta casa.

Vou tomar a liberdade de o linkar na minha "noitedemel" poética.

Agora vou lê-lo um pouco mais.
Excelente semana

Mel

Carla disse...

porque o sol...sem raios..não é sol!
beijos

D. Quixote disse...

Palavras curtas cheias de significado, cadências que podem "viajar" e mostrar-se ao mundo noutras notações (musicais).
Guess Who?
:)

Palavras nos meus poemas:

A minha foto
[autobiografia]


gosto principalmente de não fazer nada, assim deitado de costas, aguardo que as nuvens formem letras por cima da minha cabeça (cavalos, não! - se formarem cavalos, fico logo irritado, mesmo que chova em seguida); aprecio principalmente os textos ritmados , e se se trata de poesia, o soneto; quanto ao conteúdo, que esconda sob a singeleza aprofundada reflexão; e a música, a composição dos elementos para instrumentos naturais, que seja harmoniosa e com conteúdo formal; em suma, aprecio boa música e boa literatura (nada de modernices); também gosto de melancia.

Nota: todos os textos neste espaço estão registados no IGAC, mas podem ser livremente copiados, desde que me mencionem como autor, tenham o link http://forteondaserena.blogspot.com/ e reproduzam esta nota, sem alterações.
.
[biografia]

Não (se ?) sabe se nasceu. Segundo o pai: “nunca há-de ir a lado nenhum”. Não frequentou a escola de Belas-Artes. Frequentou, sem êxito perceptível, a faculdade de ciências. Segundo alguns familiares: “é egoísta e só pensa em si próprio”. ...linguagem... ...conceptual... ...som... (...de que é a forma do espaço agarrado por uma mão aberta...) Em Agosto de 1992, vestiu-se, comprou um jornal, leu diversos anúncios. Segundo o pai: “ainda não sabe o que anda aqui a fazer”. Não conheceu Feldman, Scelsi ou Nono. É quase cego, gastando por isso muito tempo a olhar. Diz frequentemente: «século xx», «trinta e cinco mil anos», «dezasseis mil milhões de anos». Não faz nada.

Não assistiu à conferência “A arte como modo de conhe­cimento” de Jacob Bronowsky nas A. W. Mellon Lectures in Fine Arts em 1969, na National Gallery of Art de Washington D. C.; Segundo o pai, "vai morrer a fome pois não gosta de trabalhar”. Não se sabe onde estava, em Maio de 1833; Apesar de gostar de estar sentado, gosta muito de andar de comboio; “Consciência” — conceito fundamental; Escreve e fala fluentemente português; Em 1997 viu uma árvore; Desenvolveu um sistema que lhe permite estar vivo sem que o pareça; Gosta de estar parado; Não gosta de dormir; Gosta de fazer.
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ao mar

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